sábado, 6 de setembro de 2014

CALMA (Celular é muito particular)...rs

Qual Lobo você tem alimentado?

Será que existem pessoas cem por cento boas e pessoas cem por cento más? Ou será que todos guardamos dentro de nós os dois lados de uma mesma moeda - o "bom" e o "mal"? Leiam o texto abaixo e tirem suas próprias conclusões:

"Joãozinho procurou seu avô para dizer que havia sido injustiçado por um amigo e estava com muita raiva dele:

- Deixe-me contar-lhe uma historia – disse o avô – Eu mesmo, algumas vezes, senti muito ódio daqueles que de alguma maneira me fizeram mal na vida, mas acabei descobrindo que o ódio na verdade me corroía em vez de ferir o outro. Era como tomar veneno, desejando que a outra pessoa morresse.

 Joãozinho estava atento às palavras de seu avô, que continuou:

- Lutei muitas vezes contra meus sentimentos. Era como se existissem dois lobos dentro do meu coração. Um deles era bom, justo, não magoava, vivia em harmonia com todos ao seu redor, e não se ofendia quando não havia intenção de ofender. Ele só lutava quando julgava certo fazer isto, e o fazia da maneira correta. Mas, o outro lobo, ah! este era cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançavam num ataque de ira! Ele brigava com todos sem qualquer motivo. Sua raiva era tão grande que ele não conseguia nem pensar direito. Era uma raiva inútil, pois ela não iria mudar coisa alguma! Algumas vezes era difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentavam dominar o meu coração.

Joãozinho olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:

- E qual deles venceu, vovô?

O avô sorriu e respondeu carinhosamente:

- Aquele que eu mais alimentei."

Perder-se em si mesmo! (Fernanda Mello)

Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico.

Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.

Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?

Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).

Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.

Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.

Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.

Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.

Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala."
Fernanda Mello

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Clarice Lispector é tudo de bom!

Clarice Lispector

“Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.”
“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.”
“É curioso não saber dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”

sábado, 16 de agosto de 2014

Eu ACREDITO!

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EU ACREDITO!

Talvez isto me custe muito caro!
Talvez eu venha sofrer, como já sofro por acreditar demais.
Talvez acreditar seja um erro.
Talvez seja uma dádiva.
Certeza que teremos decepções, frustrações,
Acreditar nas pessoas é um risco muito alto.
Mas desacreditar, é não viver!
É não se entregar as coisas de cabeça, corpo e alma.
Desacreditar é viver com o pé atras, inseguro, infeliz, viver pela metade.
Desacreditar é achar que o mundo conspira contra nós, é viver um mundo paralelo e vazio.
Acreditar é se jogar à paixão, chutar o balde, é investir o que não se tem, é dar antes mesmo de receber, é amor em cada atitude.
Acreditar é saber que mesmo que não hajam recompensas, ainda vale a pena lutar pelas coisas boas.
Acreditar é intensificar os sentimentos, não regrar as boas intenções, é disponibilizar tempo.
Desacreditar é a ausência da fé, é reconhecer que nada pode mudar, nada será melhor do que está.
Desacreditar é não ter expectativas, é estado de estagnação.
Acreditar é sonhar mesmo acordado, é expandir horizontes, é alcançar metas, atingir objetivos é abrir a mente para coisas novas e interessantes.
Acreditar é se ferrar, é sofrer, é se lascar, é cair no precipício e ainda sim recomeçar.
Acreditar faz doer, mais faz vencer.
Só vence quem acredita.
Acreditar é acordar de manhã sem ter regras para ser feliz.
É viver um dia de cada vez intensamente.
Acreditar é seguir em frente, adiante.
Desacreditar é voltar para traz.
Acreditar é querer ser melhor hoje do que eramos ontem. É crescer, amadurecer.
Desacreditar é regredir, é perder o amor próprio e no próximo.
Acreditar é de graça mais é valiosíssimo, é raro, poucos hoje em dia acreditam.
Acreditar é para os fortes!
Desacreditar é desistir de buscar a felicidade. É se entregar a solidão é dizer não para as aventuras da vida.
Acreditar é dar um tiro no escuro  onde torcemos pra não sermos ferirmos com a munição ou ferirmos alguém ou algo.
Por sorte podemos acertar o alvo, porque ainda há esperança, mas somente para os que acreditam.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Como é bom fazer nada e depois descansar!

Quando estamos na correria do dia-a-dia, no estresse do trabalho, no ápice da bagunça familiar, envolvidos com tarefas diárias, serviços domésticos, entretidos com educação dos filhos, compromissados com amigos ou religião, academia, dentista, natação, cheios de prazos a serem cumpridos, cobranças, dividas, preocupações, problemas, doenças, feriados e copa, vida social, festas, dias curtos para muitas atividades e de repente...UMA PAUSA ACONTECE.

Seja ela em forma de férias programada ou por um afastamento forçado.

Automaticamente nosso corpo, nosso cérebro, demora para assimilar que agora é o momento de descansar.

Continuamos a acordar cedo, continuamos a buscar serviços a serem feitos, mesmo sem compromissos, sem horários, sem cobranças, sem estresses, estamos preparados para estarmos sempre alertas na ativa.

Até desacostumar com esta rotina desenfreada custa vários dias, tipo o horário de verão? Acostumou acabou! Mas quando você se dá conta, que ao invés de acordar as 6:00h da manhã você pode levantar as 10:00h, que você pode caminhar sem horário para voltar, que as tardes são livres para curtir um filme ou ler um livro, que você pode comer aquele bolinho de chuva sem sentir culpa.

É desestressante não fazer nada. Uma terapia incomparável. Sentar ao sol e se esquentar nas manhãs de inverno. Dormir no meio do dia de pijama! Ficar de pantufa o dia todo.
Sair só se for por prazer, como uma reunião com os amigos.

Não ter que fazer o cabelo, unhas ou sobrancelhas,  simplesmente desencanar da vaidade e se entregar ao descanso!

Tirar o dedo da tomada e simplesmente desacelerar, ouvir músicas, jogar conversa fora, cineminha, ou foundee, andar de bicicleta, respirar o ar gelado das manhãs, conversar com Deus, sentar ao computador por puro lazer, brincar com os filhos, jogar vídeo game, ir ao shopping, gastar dinheiro, reencontrar pessoas. 

Nossa como é bom  não fazer nada.
E ver que mesmo assim a vida continua seguindo e que tudo lá fora parece normal mesmo a gente tendo se dado esta pausa essencial e vital.

Então se tudo continua com a gente estressado, acelerado, agitado assim como desligado, pausado, tranquilo, calmos, por que escolhemos sempre o caminho mais difícil?

O bom da pausa é que podemos fazer nada e depois podemos descansar!